sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Inocomodidade

"Mente é casa que não tem paredes, mas nos acostumamos a viver como se tivesse. E, não é raro, passamos temporadas no cômodo mais apertado."

(Ana Jácomo)

Setembro

"Que tudo o que mais lhe importa floresça."

(Ana Jácomo)

Começando a despertar

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que tudo começou a ganhar uma cara que, no fundo, eu já conhecia, mas havia esquecido como era. Comecei a despertar do sono estéril que, com suas mãos feitas de medo e neblina, fez minha alma calar. E foi então que comecei a ouvir o canto de força e ternura que a vida tem.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que ninguém começa a despertar antes do instante em que algo em nós consegue deixar à mostra o truque que o medo faz. Só então a gente começa, devagarinho, para não assustar o medo, a refazer o caminho que nos leva a parir estrelas por dentro e a querer presentear o mundo com o brilho do riso que elas cantam. Só então a gente começa a entender o que é esse sol que mora no coração de todas as coisas. Não importa com que roupa elas se vistam: ele está lá.
]Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a lembrar de onde é o céu e a perceber que o inferno é onde a gente mora quando tudo é sono. Comecei a sair dos meus desertos. E a olhar, ainda que timidamente, para todas as miragens, sem tanto desprezo, entendendo que havia um motivo para que elas estivessem exatamente onde as coloquei. Nenhum livro, nenhum sábio, nada poderia me ensinar o que cada uma me trouxe e o que, com o passar do tempo, continuo aprendendo com elas. Dizem que só é possível entendermos alguns pedaços da vida olhando para eles em retrospectiva. Acho que é verdade.
Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a compreender o respeito e a reverência que a experiência humana merece. A me dar conta de delícias que passaram despercebidas durante um sono inteiro. E a lembrar do que estou fazendo aqui. Ainda que eu não faça. Ainda que os vícios que o sono deixou costumem me atrapalhar. Ainda que, de vez em quando, finja continuar dormindo. Mas não tenho mais tanta pressa. Comecei a aprender a ser mais gentil com o meu passo. Afinal, não há lugar algum para chegar além de mim. Eu sou a viajante e a viagem.
Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a querer brincar, com uma percepção mais nítida do que é o brinquedo, mas também com um olhar mais puro para o que é o prazer. A ouvir o chamado da minha alma e a querer desenhar uma vida que passe por ele. A assumir a intenção de acordar a cada manhã sabendo para o quê estou levantando e comprometida com isso, seja lá o que isso for, porque, definitivamente, cansei de perambular pelos dias sem um compromisso genuíno. E comecei a gritar por liberdade de uma forma que me surpreendeu. Antes eu também gritava, mas o medo sufocava o grito para que eu não me desse conta do quanto estava presa.
Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a desejar menos entender de onde vim e a desejar mais aprender a estar aqui a cada agora. Só sei que descobri que a solidão é estar longe da própria alma. Que ninguém pode nos ferir sem a nossa cumplicidade. Que, sem que a gente perceba, estamos o tempo todo criando o que vivemos. Que o nosso menor gesto toca toda a vida porque nada está separado. Que a fé é uma palavra curta que arrumamos para denominar essa amplidão que é o nosso próprio poder.
Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que não importam todos os rabiscos que já fizemos nem todos os papéis amassados na lixeira, porque todo texto bom de ser lido antes foi rascunho. E, por mais belo que seja, é natural que, ao relê-lo, percebamos uma palavra para ser acrescentada, trocada, excluída. A ausência de uma vírgula. A necessidade de um ponto. Uma interrogação que surge de repente. Viver é refazer o próprio texto muitas, incontáveis, vezes.
Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. O que sei é que não quero aquele sono outra vez.

(Ana Jácomo)

Deixo passar.


“Tem coisa que eu deixo passar. Não vale a pena. Tem gente que não vale a dor de cabeça. Tem coisa que não vale uma gastrite nervosa. Entende isso? Não vale. Não vale dor alguma, sacrifício algum.”

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Chance

É impossível.” disse o orgulho.
“É arriscado.”
disse a experiência.
“É inútil.”
disse a razão.
“Dê uma chance.”
sussurrou o coração.

Motivos

"Nós julgamos demais as pessoas pelo o que elas fazem, mas nem nos preocupamos em saber os motivos delas pra isso."

Quero

"Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada. Quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, amores…"

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Eu quero.

"Eu quero andar de mãos dadas com quem sabe que entrelaçar os dedos é mais do que um simples ato que mantém mãos unidas. É uma forma de trocar energia, de dizer: você não se enganou, eu estou aqui. Porque por mais que os obstáculos nos desafiem o que realmente permanece, costuma vir de quem não tem medo de ficar."

Fernanda Gaona

Impossivel???

O amor perfeito é realmente raro, pois para ser um amante é necessário que você tenha continuamente a sutileza de um sábio, a flexibilidade de uma criança, a sensibilidade de um artista, a compreensão de um filósofo, a aceitação de um santo, a tolerância de um estudioso e a força de um bravo.


( Leo Buscaglia )

Tomara.

"Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz” .

Cliche Verdadeiro

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Noites e Dias.

"As noites são pequenas pro meu sono, os dias grandes demais pras minhas dúvidas. Eu quero parar, eu quero fugir, eu quero voar pra onde haja cheiro de infância, o rosto da minha avó, as pernas grandes da minha mãe, onde eu me escondia tanto, tão protegida. Eu quero um mundo de verdades, que seja de mentirinha, pra eu me sentir confortável..."

(Rani Ghazzaoui, sobre Caio F. Abreu)

Salve.

São Cosme e São Damião!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Silêncio.


"Poucas pessoas sabem apreciar o silêncio. Pode olhar ao seu redor e perceber que sempre tem alguém que tem repostas para tudo ou que nunca consegue ficar sem expressar a primeira coisa que lhe vem a cabeça.
Estar em silêncio é tentar encontrar as repostas dentro de si, é saber a hora de calar ao invés de ferir as pessoas com palavras mordazes. É não ter medo de se calar porque ficar em silêncio em determinadas situações é muito mais difícil, os tolos preferem falar mesmo quando não se tem nada a dizer. Estar em silêncio é poder ouvir sua consciência já que muitos nem sabem o que é isso. Agora é a minha vez de apreciá-lo."

“O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra."

Protege

“Hoje eu queria um abraço daqueles que te sufoca de tão apertado e te protege de tudo. Hoje eu só queria ouvir 'Eu-te-procurei-pra-saber-se-você-tá-bem'.”

(Caio Fernando Abreu)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Fotografia.

"A fotografia é uma das poucas coisas que tem poder sobre o tempo: ela o paralisa."

Imortal


“Em alguns momentos, eu o decepcionarei, em outros você me frustrará, mas, se tivermos coragem para reconhecer nossos erros, habilidade para sonharmos juntos e capacidade para chorarmos e recomeçarmos tudo de novo tantas vezes quantas forem necessárias, então nosso amor será imortal.”

Desejo.


"Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo."

Primavera.

Não se pode dizer para a primavera: "Tomara que chegue logo e dure bastante".
Pode-se apenas dizer: "Venha, me abençoe com sua esperança, e fique o máximo de tempo que puder".

(Paulo Coelho)

Fato.