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sexta-feira, 25 de março de 2022
sexta-feira, 29 de maio de 2020
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
Saia da corrida dos ratos.
Aos 20: ibuprofeno.
Aos 25: omeprazol.
Aos 30: rivotril.
Aos 35: stent.
Aos 25: omeprazol.
Aos 30: rivotril.
Aos 35: stent.
Uma estranha geração que toma café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscila entre o sim e o não.
Você dá conta? Sim.
Cumpre o prazo? Sim.
Chega mais cedo? Sim.
Sai mais tarde? Sim.
Você dá conta? Sim.
Cumpre o prazo? Sim.
Chega mais cedo? Sim.
Sai mais tarde? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.
Saia da corrida dos ratos.
Nayara Hofman
Via: O Desbravador
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
sábado, 29 de outubro de 2016
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
O Maravilhoso Mundo dos Intensos.
Ser intenso é ser mais do que inteiro. Mais que completo.
É ser transbordante. Abundante.
Eu acho lindo quem não admite ser raso. Quem se entrega, se doa, quem faz e acontece. Quem encara um desafio só pelo gostinho, quem sai da platéia e vai ser jogador.
Quem se joga e quem joga, até descalço. Não importando que faltem
10 minutos pra acabar a partida.
Gosto de gente que enfrenta, que luta, que argumenta, que esgota até dizer chega.
Admiro quem não se cala, quem tem palavras de sobra,
quem inventa moda e não sossega.

Gosto da bravura, da luta, da lágrima. Me encanto com pessoas e verdades inteiras, sem vírgulas, sem traços, sem “se”.
Adoro surra de like, surra de áudio, surra de beijo.
Gosto de firmeza. Nas promessas, palavras e apertos de mão.
Os abraços, gosto mesmo daqueles de verdade, os generosos, os de faltar o ar, os quebra-costela.
Rir até doer a barriga.
Dançar até doer o pé.
Experimentar, ousar, explorar, movimentar, mergulhar. Adoro.
Adoro quem faz questão, quem tenta até o último suspiro e quem suspira
de tanto tentar.
Adoro corações transbordantes e mesas fartas.
Não é o simples exagerar, desperdiçar, esbanjar. Mas é além do completar, sustentar, abastecer. Algo que flutua entre esses dois universos, onde jamais se passa fome nem vontade.
Tom pastel, monotonia, tofu e meias porções nunca me serviram bem.
Intensidade aqui meu caro, é prato cheio.
(Estela Meyer)
O Maravilhoso Mundo dos Intensos.
Ser intenso é ser mais do que inteiro. Mais que completo.
É ser transbordante. Abundante.
Eu acho lindo quem não admite ser raso. Quem se entrega, se doa, quem faz e acontece. Quem encara um desafio só pelo gostinho, quem sai da platéia e vai ser jogador.
Quem se joga e quem joga, até descalço. Não importando que faltem
10 minutos pra acabar a partida.
Gosto de gente que enfrenta, que luta, que argumenta, que esgota até dizer chega.
Admiro quem não se cala, quem tem palavras de sobra,
quem inventa moda e não sossega.

Gosto da bravura, da luta, da lágrima. Me encanto com pessoas e verdades inteiras, sem vírgulas, sem traços, sem “se”.
Adoro surra de like, surra de áudio, surra de beijo.
Gosto de firmeza. Nas promessas, palavras e apertos de mão.
Os abraços, gosto mesmo daqueles de verdade, os generosos, os de faltar o ar, os quebra-costela.
Rir até doer a barriga.
Dançar até doer o pé.
Experimentar, ousar, explorar, movimentar, mergulhar. Adoro.
Adoro quem faz questão, quem tenta até o último suspiro e quem suspira
de tanto tentar.
Adoro corações transbordantes e mesas fartas.
Não é o simples exagerar, desperdiçar, esbanjar. Mas é além do completar, sustentar, abastecer. Algo que flutua entre esses dois universos, onde jamais se passa fome nem vontade.
Tom pastel, monotonia, tofu e meias porções nunca me serviram bem.
Intensidade aqui meu caro, é prato cheio.
(Estela Meyer)
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
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