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sexta-feira, 25 de março de 2022

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Saia da corrida dos ratos.

Aos 20: ibuprofeno.
Aos 25: omeprazol.
Aos 30: rivotril.
Aos 35: stent.
Uma estranha geração que toma café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscila entre o sim e o não.
Você dá conta? Sim.
Cumpre o prazo? Sim.
Chega mais cedo? Sim.
Sai mais tarde? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.
Saia da corrida dos ratos.
Nayara Hofman
Via: O Desbravador


sábado, 29 de outubro de 2016

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Ela é meu TUDO

"And in this crazy life, and through these crazy times
It's you, it's you, you make me sing
You're every line, you're every word, you're everything."


"E nessa vida louca, e por esses tempos malucos
É você, É você, Você me faz cantar
Você é cada frase, Você é cada palavra, Você é tudo."




sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Meu Pai e minha Filha

Além do Espelho

(João Nogueira)

Quando eu olho meu olho além do espelho
Tem alguém que me olha e não sou eu

Vive dentro do meu olho vermelho
É o olhar do meu pai que já morreu
O meu olho parece um aparelho
De quem sempre me olhou e protegeu
Assim como meu olho dá conselho
Quando eu olho o olhar de um filho meu


A vida é mesmo uma missão
A morte é uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu


Sempre que um filho meu me dá um beijo
Sei que o amor do meu pai não se perdeu
Só de olhar seu olhar eu sei seu desejo
Assim como meu pai sabia o meu
Mas meu pai foi-se embora num cortejo
E no espelho eu chorei porque doeu
Só que vendo meu filho agora eu vejo
Que ele é o espelho do espelho que sou eu


A vida é mesmo uma missão
A morte é uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu


Toda imagem no espelho refletida
Tem mil faces que o tempo ali prendeu
Todos tem qualquer coisa repetida
Um pedaço de quem nos concebeu
A missão do meu pai já foi cumprida
Vou cumprir a missão que Deus me deu
Se o meu pai foi espelho em minha vida
Quero ser pro meu filho espelho seu


A vida é mesmo uma missão
A morte é uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu


E o meu medo maior é o espelho se quebrar
Meu medo maior é o espelho se quebrar




quinta-feira, 9 de abril de 2015